Quem não gosta de “K.O.”, de Pabllo Vittar, é porque não entendeu, diz colunista

(UOL SCREENSHOT)

O colunista das subcelebridades do Uol Chico Barney disse em 11/12/17 que quem não gosta de “K.O.”, de Pabllo Vittar, é porque não entendeu. Ele se refere às críticas direcionadas a Phabullo (nome de nascimento de Pabllo) enquanto ganhador do troféu “Melhores do Ano” na categoria “melhor música” promovido pela TV Globo em 10/12/17 no programa Domingão do Faustão. Vejamos:


“Não sou um especialista, longe disso, mas é perceptível a dificuldade que Vittar tem para segurar o fôlego durante qualquer simples frase da canção, chegando a lembrar minha saudosa vovó depois de subir dois lances de escada. Além disso, como se fosse um Doc Brown de si mesma, Pabllo recorrentemente encontra-se fora do tempo em relação à base musical.

‘K.O.’ é, sim, a grande música do ano, conectando as origens dos ritmos nordestinos com um futuro que já aconteceu. E ninguém precisa mandar bem ao vivo para ser uma grande artista”.


Um indivíduo gostar de algo, necessariamente, não quer dizer que outros indivíduos irão gostar de algo. E mesmo que esse indivíduo tenha uma educação profissional superior em musicologia também não quer dizer muita coisa. Paciência.

Barney diz que “K.O.” é a grande música de 2017 por conectar origens nordestinas com um futuro que já aconteceu. Bem, ele se refere as batidas de forró eletrônico (estilizado) – que, na realidade, difere bastante do forró – comumente utilizadas nas músicas de Pabllo. No entanto, esse subgênero do forró originado no estado do Ceará (um dos estados da região Nordeste que, por sua vez, tem 9 UF’s e muitos, por preguiça, acabam unificando tudo) na década de 90 não se encontra nas raízes maranhense de Vittar. E o “futuro que já aconteceu”, na realidade, aconteceu mesmo e foi há quase 3 décadas. Concordaria, se o colunista tivesse dito que o artista em tese é pioneiro na mesclagem do pop com forró estilizado. Talvez, seria uma abordagem mais justa para defender sua preferência musical.


Ícones do showbiz mundial como Britney Spears, Radiohead e Xuxa Meneghel fizeram fama e fortuna como artistas de estúdio, onde puderam usar e abusar de auto-tune, pro-tools e outras benesses da tecnologia para amenizar seus pontos menos passíveis de orgulho.


A incapacidade vocal de Pabllo Vittar não o dá cotas na indústria do entretenimento, apenas o simples fato dele ser um militante lgbtista e ter a sorte de cair nas graças de seu público com a música “Open Bar”, uma cópia da música “Lean On” da cantora dinamarquesa MØ.

Afirmar que Vittar é digno do troféu porque outros nomes do meio artístico conhecidos por utilizar programas de computador para melhoramento vocal também obtém sucesso é, no mínimo, desfazer do trabalho do próprio Pabllo Vittar. Ficou feio.

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