Qual a diferença entre homossexualismo e homossexualidade?

(FOTO: ENTRE ELES/ BLOG JOVEM PAN)

A resposta é: nenhuma.

Chegamos a um nível em que o politicamente correto – em especial, lgbtistas – quer a todo custo ditar como devemos ou não agir e até falar. Tente não seguir a agenda ideológica deles e serás tachado de antiquado a adjetivos piores. Isto se deve a submissão de setores influentes da sociedade à onda progressista e, por isso, são igualmente responsáveis quando reverberam abobrinhas como, por ex., a existência mentirosa de diferenças entre homossexualismo e homossexualidade.  A mídia, por ex., é regida pelo Manual de Comunicação LGBT (?). Na pág. 5, lemos:

O manual de comunicação LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é voltado para profissionais, estudantes e professores da área de comunicação (Jornalistas, Radialistas, Publicitários, Relações Públicas, Bibliotecários,
entre outras pessoas). 

É um dos objetivos da atual diretoria da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, e de ativistas ligados ao segmento LGBT no Brasil, reduzir o uso inadequado e preconceituoso de terminologias que afetam a cidadania e a dignidade de 20 milhões de LGBT no país, seus familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.

Segundo lgbtistas, a palavra “homossexualismo” está impregnada de conotações médicas, patológicas.

Na obra Psychopathia Sexualis (1886), o sexólogo Richard von Krafft-Ebing escrevia que a homossexualidade era causada por uma “inversão congênita” durante o nascimento ou desenvolvimento do indivíduo. Em 1952, a primeira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado a bíblia da psiquiatria, classificou a homossexualidade como uma desordem.

Contudo, em 1948, o biólogo norte-americano Alfred Kinsey publicou um estudo sobre o comportamento sexual do homem e tratou a homossexualidade como uma possibilidade, não como patologia. Em 1957, a psicóloga Evelyn Hooker também publicou um estudo em que comparou 30 homossexuais com 30 heterossexuais e não identificou qualquer distúrbio psicológico no grupo de homos. Assim, a partir da pressão de ativistas que se apegaram aos estudos citados (eles se apegam quando são convenientes a eles), a Associação Americana de Psicologia (APA) retirou a homossexualidade do DSM. Mais tarde, em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), que fornece códigos relativos à classificação de doenças.

Assim, lgbtistas são antagonistas ao termo “homossexualismo” argumentando que a tal luta simbólica (?) não pode ser desconsiderada. O Manual de Comunicação LGBT diz na pág. 11:

[…] o sufixo “ismo” (terminologia referente à “doença”) foi substituído por “dade” (que remete a “modo de ser”). (?)

De acordo com? Bem, eles inventaram essa balela toda, pois o sufixo de origem grega “ismo” possui ao menos seis possibilidades de significado: fenômeno linguístico, sistema político, religião, doença, esporte, ideologia, entre outros. E o sufixo “dade”, do latim, forma de substantivos abstratos derivados de adjetivos e expressam a ideia de estado, situação ou quantidade.

Ou seja, não há problema nenhum em utilizar “homossexualismo” bem como “homossexualidade”. Aliás, utilizemos a vontade.

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