Preconceituoso, vídeo anti-homossexualidade viraliza na Rússia

(FOTO: SCREENSHOT)

Um vídeo em que propõe um pesadelo russo à beira das eleições (18 de março), caso o atual presidente Vladimir Putin, 65, perca o mandato mantido desde 1999, está na rede como um viral. É o medo do fundamentalismo russo vindo à tona ante mudanças significativas em várias democracias no que diz respeito ao reconhecimento da cidadania de indivíduos homossexuais – não reconhecida no berço do comunismo.

Convém associar os elementos apresentados no vídeo ao sentido original da palavra “homofobia”, criada pelo psicoterapeuta norte-americano George Weinberg  na década de 60 quando observou uma demasiada aversão por parte de próximos para com sua amiga, que seria lésbica. E quem dera fosse apenas aversão na Rússia.

Apesar de Putin já afirmado que não são proibidas relações homo e que não há perseguição, como nos tempos da União Soviética, não há nenhuma legislação que condene crimes em função da orientação e/ ou da transexualidade de outrem. Pelo contrário, aqueles que externam, são agredidos. Dentre outras represálias, casais homo não conseguem adotar e nem o movimento LGBT consegue sequer realizar suas paradas nas capitais temendo represálias do Governo. Aliás, coletivos lgbtistas estão proibidos de levantar suas bandeiras coloridas por conta de uma lei “anti-propaganda gay”, que resulta em multas e prisões. Infelizmente, a situação fica pior numa das Repúblicas russa: na Chechênia, região de maioria muçulmana, há campos de concentração com trabalho forçado e tortura para aqueles os que chegaram a “descobertos” em várias partes do continental país. Tudo institucionalizado.

Até agora, a famosa apresentadora de TV Ksenia Sobchak, 35 anos, é a única candidata que se apresenta como oposição forte às políticas do atual chefe do Executivo atacando com veemência o Kremlin. Ela condenou o vídeo como “vil”. De fato, o é.

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