Feminicídio não existe

(FOTO: SHUTTERSTOCK)

Não é novidade que a ala progressista costuma fazer caquinha quando chega ao poder. Além de instaurar de forma arbitrária a ideologia de gênero, inventam termos mil para causar um colapso na ordem vigente e cumprir a sua agenda político-ideológica. Um exemplo fatídico e nítido disso é a adoção do termo “feminicídio”.

Bem, tal termo, da mesma forma tentaram o termo “femicídio”, mas sem sucesso, surgiu como alternativa à palavra “homicídio” que, por sua vez, consiste no crime de quem mata outrem. Diz-se também que este termo substitui “crime passional”, os crimes que se cometem por paixão. Paixão esta, entendida como uma forte emoção, que pode comportar um sentimento platônico e pode ser agressivo, possessivo, dominador. Então, inventaram que “feminicídio” é crime de ódio baseado no sexo feminino, amplamente definido como o assassinato de mulheres (?).

Diana Russell, escritora e ativista feminista, foi a primeira pessoa a utilizar publicamente o termo “femicídio”, mas ainda que tenha sido a primeira a usar publicamente o termo, ela afirma que a primeira vez que se deparou com a palavra “femicídio” foi em 1974, quando um conhecido disse a ela que uma escritora americana estava preparando uma antologia sobre femicídio. O livro nunca foi publicado e Russell nunca soube como a escritora definiu o termo, mas diz que a nova palavra ressoou como referência ao assassinato de mulheres por homens por elas serem mulheres (?). Posteriormente, Diana Russel e Jill Radford escreveram o livro “Femicide: The Politics of Woman Killing“.

Já o termo “feminicídio” surge com a antropóloga Marcela Lagarde Y de Los Ríos, quando faz a diferenciação entre “femicídio” e “feminicídio”. Na falta do que fazer, Lagarde afirma que, em castelhano, “femicídio” é uma palavra homônima de “homicídio” e apenas significa homicídio de mulheres (!), enquanto “feminicídio” seria o genocídio de mulheres (?), que acontece quando as condições históricas geram práticas sociais que permitem atentados violentos contra a integridade, a saúde, as liberdades e a vida de meninas e mulheres.

A não ser em culturas árabes em que a mulher é tratada como lixo e morta por ser mulher, ainda não se viu por aqui alguém matando uma mulher apenas por ela pertencer ao sexo feminino (!).

 

E falando em islã, essa religião dissemina a ideia de que a mulher deficiente em inteligência, portanto, inferiores ao homem, são obrigadas pelos pais a casar contra vontade própria e ainda quando crianças. Essa objetificação, claro, institucionaliza a pedofilia e o estupro. Além do mais, uma mulher acusada de adultério é enterrada até o pescoço e apedrejada até a morte. O hijab (aquele lenço patético que cobre a cabeça e o rosto delas), por ex., é obrigatório e muçulmanas não podem usar maquiagem a não ser para seu marido (que pode ter várias, claro); entre outras muitas barbáries num lugar em que a mulher é definitivamente criada e instruída para servir ao macho. Por lá, ainda não tentaram dizer o que é “feminicídio”.

É possível criminalizar algo que não existe?

É, sim. Tudo é possível no Brasil. A Lei 13.104 apelidada de “A Lei do Feminicídio” e foi sancionada em março de 2015 pela muita bem impeachmada Dilma Rousseff numa demonstração de importância do Executivo de luta pela igualdade (?) quebrando, desse modo, a Constituição Federal (CF) que, na teoria, diz “todos são iguais perante a lei” em seu artigo 5º. A bestialidade originou-se na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Violência contra a Mulher, que criou o Projeto de Lei (PL) 292/13. E tal lei alterou o art. 121 do Código Penal (CP), para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio (!).

 

E como não mencionar a Lei 11.340/06 (apelidada de “Lei Maria da Penha”)? Afinal, o retrocesso da igualdade proposto pela CF iniciou-se por ela, tal como inúmeras “secretarias da mulher”, “delegacias da mulher”, entre outros órgãos que nada mais são que formas de desviar dinheiro público no lugar de combater o crime independente do sexo e de qualquer outro fator.

Mas a violência existe

E não escolhe sexo.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2017 em que dados são recolhidos pelas polícias civis e enviados pelas Secretarias de Segurança Pública, 4.657 foram mulheres mortas no país em 2016, sendo 585 ocorrências tipificadas de modo segregacionista como “feminicídio”, mas outros tipos de crimes são ignorados pela grande mídia e por ideólogos de gênero, inclusive, quando se trata do sexo masculino que também morre – não por ser homem como ninguém morre por ser mulher.

Não seria mais fácil condenar alguém que cometeu crime doméstico contra uma mulher por lesão corporal como já prevê o CP no artigo 129? Condenar mesmo! Ou o problema estaria na não eficácia o Código Penal brasileiro? Ou é difícil fazer o fácil? E se esse nosso código fosse eficaz mesmo, uma mulher sã preferiria uma lei inútil como essa de “feminicídio” ou uma arma para se defender?

Por este e outros milhares de motivos, feminicídio não existe.

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